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5 de nov. de 2022

Átomos cantam

 Quando os átomos dialogam

A canção para alémdo tempo

O corpo acorda 

Percorre, faz teias

Cumplicidade 

Desperta nas veias...


Miliane Tahira.



11 de abr. de 2022

Tempo de Transição

 


Da reflexão para o texto há uma distância da disponibilidade para tanto.
Estamos no tempo de transição.
Tenho refletido sobre os ensinamentos do novo que tem se descortinado em nossas frentes....
Nestes 2 anos o mundo se recolheu
Se enlutou
Ou negou
Ou se afetou
Ou angustiou
Ou aceitou
Ou transcendeu...
O fato é que tivemos que nos preparar para a vida fora do contorno que estávamos acostumados.
Aprendizagens? Muitas....ou não...
Lacunas, sequelas, paradigmas..ângulos  invertidos....
No retorno às  ruas um misto de emoções e sensações não digeridas e um olhar para o mundo social cheio de dúvidas, desejos, medos, lacunas, desajustes, tensões....
Vamos precisar de tempo, respiração, amor-próprio e ao outro para superarmos e  entendermos estas histórias que estamos escrevendo.. Analisando os porquês e afinando a direção.
Não podemos olhar e analisar os sinais apresentados agora como olhariamos para estes mesmos sinais antes da pandemia.. .
Crianças estão chegando nas escolas cheias de sintomas emocionais e situacionais deste tempo de confinamento...vamos avaliá-las no contexto, sem rótulos instantâneos e paralisantes...vamos permitir que entrem e adentrem as salas de aula para que possam vivenciar o grupo social, se despir dos processos de confinamento e retomar o equilíbrio.
Vamos exercitar o olhar sensível e pensante que vai para além do ato de ver!
Sigamos em união de propósitos!

Miliane Tahira

25 de dez. de 2021

Ser para a ação

 




Desarrumando as gavetas...


Tirar o pó 

Resignficar

Remontar

Separar


Histórias

Memórias

Refeitas

Redimensionadas


Relembradas no passado

Situadas no presente


Fazem verso

Fazem veias

São sangue

São a gente


O presente

O passado

O futuro 


Releituras de um agora

Folha do livro

Página lida

Relida


Uma nova história 

A partir da história

Personagens que mudam 

Posições redefinidas


No tabuleiro da vida 

A arte de Deus

Nos presenteia


Não existe fim

E sim o começo 

Amor de amizade

Que reverbera pelo sempre


Gavetas rearrumadas

Antes um

Agora Dois 

caminhos que se seguem 

Em diferentes direções 


Caminhadas 

Que se vão 

Pela estrada 


Miliane Tahira

5 de dez. de 2021

Autogestaçâo poema de Miliane Tahira

 Autogestação



AUTO Concepção 

Em si nasce

A si fecunda 

E se.forma

E se acolhe...


Nutre-se de sangue

Veias

Experiências

Existências

Ancestralidade

Verdade


Expande-se

Desenrola-se

Desnuda-se

Desenlata 

Descasca

Destrincha

Desvela

Revela


Re vela

Vela

Ascende

Aquece

Ilumina

Transcende 


Vela

Navega

A deriva

Partida

Sentida

Sentido

Da Vida


Parto virá 

Natural

No tempo

Sedento

Do sonho

Real

Afinal


Miliane Tahira

4 de dez. de 2021

MITO de Persefone e o processo de autoconhecimento e força para fazer travessias


 Deusa Grega Persofone e a capacidade feminina de dialogar com as sombras..

O mito grego muito nos ensina sobre diversas coisas, dentre elas, o processo de autoconhecimento e força para fazer travessias...

.....

Para maior entendimento da simbologia contida no mito... quando jovem e ainda sobre influência dos olhos puros, a jovem Perséfone ainda denominada Coré, não conseguia estabelecer conexões com suas sombras e força interior...era pura e ingênua no sentido de experiência e defesas diante de determinadas situações...

Foi necessário ser capturada por Hades, Deus do submundo e provar da Romã oferecida por ele para se tornar rainha, sem deixar de ser filha no mundo da superfície, pois sua mãe Deméter sofreu muito com seu rapto.

Então a Deusa passou, cada vez mais a integrar seu poder ativado pelo mundo aparentemente sombrio, mas capaz de fazer o processo de semeadura, onde a semente recolhida ganha força para renascer no tempo certo.

E é assim com nosso processo de crescimento...por vezes precisamos do recolhimento necessário para uma maior e melhor colheita...

O mundo interior precisa ser acessado 

A luz emerge do reconhecimento das sombras...

Para nós,  mulheres,  que somos cíclicas, este processo é análogo ao fluxo menstrual, onde renovando nosso sangue para um novo processo de criação possível,  seja de vidas que estão para vir, seja de projetos, seja de cultivo em qualquer área de relações ou empreendimentos.

Bem vinda Perséfone e todas as lições que promove!


Miliane Tahira 



Uma Nova Mulher

Simone


"Que venha essa nova mulher de dentro de mim

Com olhos felinos, felizes e mãos de cetim

E venha sem medo das sombras

Que rondam o meu coração

E ponha nos sonhos dos homens

A sede voraz da paixão


Que venha de dentro de mim ou de onde vier

Com toda malícia e segredos que eu não souber

Que tenha o cio das corças

E lute com todas as forças

Conquiste o direito de ser

Uma nova mulher (...)"


( música 

Uma Nova Mulher: Composição: Paulinho Rezende / Paulo Debétio)


Foto: Miliane Tahira interpretando Perséfone na atualidade no evento "Do Olimpo a atualidade: Deusas que dançam e renascem"

 


1 de dez. de 2021

Evento: Para Além do toque: aromas na dança e integração feminina

 "Perfume são almas que se comunicam: são livres, alçam vôo! Nos traz lembranças de amores vividos, amores perdidos, infância, parque de diversão, pirulitos, balas, algodão doce, cores, casa dos pais, dos avós, cheirinho de comida pronta. Colo, aconchego, carinho, decepção, lágrimas, sorrisos, felicidade de um bom momento vivido"


Geórgia AB Palermo





Nada mais expressivo que trazer o aroma presentificado nas nossas casas, discursos, simbologias, experiências e experimentos no período em que não podíamos nos tocar e nossa sensorialidade dançante estava limitada ao estímulo visual nas aulas, já que os demais estavam constituídos enquanto.experiencias restritas ao nosso lar, por conta da pandemia. 

Desta forma, esta experiência sensorial trazida para o campo de estudo foi extremamente mobilizadora para trazer a nossa egregora dançante, expressada por meio de uma coreografia final, cuja composição narra, por si só está travessia em trechos coesos que compõem um todo crescente e grupal.


O evento será restrito a convidados, mas em.breve o vídeo estará disponibilizado em meu canal.


Miliane Tahira


Abaixo um pouco sobre o estudo dos aromas e seus efeitos terapêuticos que foram reconhecidos, também na Dança:


A Aromaterapia é um ramo da fitoterapia que utiliza o aroma e as partículas liberadas por diversos óleos essenciais para estimular diferentes partes do cérebro. Esses aromas e partículas promovem um estímulo sensorial no organismo e se mostram bastante eficaz no tratamento de doenças físicas e emocionais. Dentre os benefícios da aromaterapia temos: aliviar os sintomas de ansiedade, insônia, dor, depressão, resfriado, promover o bem-estar e fortalecer as defesas do corpo.


Essa terapia revela que existem ligações entre o olfato e os sentimentos. Ao inalar os aromas os canais olfativos mandam a mensagem para o sistema límbico, que a é parte do sistema nervoso responsável pelas emoções, fazendo com que o cérebro reaja modificando o humor.


Fonte: https://spadope.com.br/blogs/news/aroma-que-cura-os-beneficios-da-aromoterapia-e-dos-oleos-essenciais


19 de nov. de 2021

Eclipse nosso -poema Miliane Tahira

 



Largo- me

Abraço-te

Sou...

Casa verdadeira

Cria

Cocria!


Espaços 

Tempos 

Dimensões 

Infinitude

Plenitude

Constelações!


Miliane Tahira


13 de nov. de 2021

Sem máscaras

 

Para Além da moldura

Sem máscaras 

Sem pintura

Me reuno à minha fonte


Amor

Verdade 

Vida 

Eternidade


Desnuda

E pelo avesso

Entre dança e poesia

Reconheço e permaneço. 


Miliane Tahira

23 de out. de 2021

VIDAS de ser mulher


 Em tantas vidas vivi

Em tantas senti

A essência de ser mulher


Íntegro as faces da Lua.

Sinto vibrações moleculares 

Transmuto guerras nucleares 

Fora e dentro de mim!


Sou cíclica

Sinto o nascer do sol 

E o frescor de cada brisa

Sussurando verdades

Sobre cada forma de vida.


Sou terra e mar

Pedra e luar

Sentimento e razão!

Minhas lágrimas geram rios

Minha pele calafrios


Minha vida, a canção 

Traduzida em meu corpo

Em oração 

E nos meus olhos..imensidão!


Miliane Tahira.


( TBT de uma dança realizada ao final de um lindo projeto voltado para todas as Mulheres. Reconhecer nossa história é fundamental.

"Percurso feminino ao longo da historia: a dança essencial de ser mulher").


https://youtu.be/xe9hBypTWpM


(Fotografia Fabíola Adans/

Maquiagem e figurino: San Rocha)

18 de out. de 2021

Para escrever uma história- poema de Miliane Tahira


 

*Para escrever história*


O que é preciso para escrever história?

De que são compostas as nossas memórias?

Imaginação?

Imagem e ação?

Papel?

Pergaminho?

Canetas?

Penas?

Cabelos ao vento?

Sentimento!


Memória nasce no aqui

E vem do acolá...


Faz festa

Tem chão 

Traz bordas

Tem cheiro 

Tem cor

Tem gosto

Tem flor!


Tem céu 

Tem Lua

Tem tato

Flutua!


Tem sopro

Tem vento

Tem vida

Navega!


Tem mar

Tem sol

Tem brisa

Escorrega!


Tem gente

Tem fauna

Tem flora

Tem glória!


Tem caminhos

Tem espinhos

Tem fluidez

Tem lucidez

Tem embriaguez!


Inspiração!

Piração?

Por ação? 


Por vida!


Vivida

Mantida

Querida!


Por amor!

Fraterno

Singelo

Seja ele qual for!


A escrita nasce da Vida

Permitida

Pactuada

Consentida!


Miliane Tahira

24 de jul. de 2021

( Re)ciclando


 (Re)ciclando


Ciclando e reciclando

Criando e recriando

Nascendo e renascendo.

Fazendo e refazendo

Ato contínuo ou descontínuo?

Recontinuando, nuando, suando..

Quando?

Perpetuando!!


Miliane Tahira.

Meta morfo seando - poema de Miliane Tahira


 Metamorfoseando

Meta?

Forma?

Ação?

Apenas eclosão 

E folhas ao vento...

Discípula do tempo..


Miliane Tahira

10 de mai. de 2021

Do que se propaga. Poema de Miliane Tahira

 ...



"(...)Foi foi foi, 

foi e pra sempre será...

Mais, mais, mais

Maravilhosamente amar...(...)" Gonzaguinha


Do que se propaga...


Um dia filha

Muitos dias: exemplo

Outros, entendimento

Um dia mãe!

Noutro, também mãe!

Momentos 

Sentimentos 

Perpetuando valores

Em diferentes amores

Noutro dia, vó!

Filha: mãe 

Filho: tio

Mãe: bisavó 

...E a canção recomeça 

Posições maternas

Se propagam

Linhagens belas,

Singelas,

Eternas.."


Miliane Tahira


Parabéns a todas nós e a nossa capacidade de criação e propagação!!


Feliz dia das mães 🌹

2 de dez. de 2019

Mergulh(ar) - Poema de Miliane Tahira

Mergulh(ar)

Nas profundezas
Mergulhar
Voar

Entre dois extremos densidade
Peito aberto
E a verdade

Tão inacessível recado
A linguagem é um fado

Dizer: atrever
Não dizer: entrever
Nas dimensões do ar
Ou mergulhos no mar

Pensamentos libertos?
Sentimentos manifestos?

Na rede, na vara, na tarrafa
No avião, no helicóptero, na nave..

O mergulho e o vôo
Sucumbem da liberdade
A estrutura e a grade

Manifestas tendências
Que na dança do existir
Adentram um elixir
De propensa existência!

Miliane Tahira

2 de fev. de 2018

Sobre Ciclo - Trecho do texto da Biblioteca Virtual de Antroposofia:

Trecho do texto da Biblioteca Virtual de Antroposofia:

O tempo é circular. Tudo o que ocorre ao longo dele é cíclico.  Cada final traz um novo começo(...)
Um breve momento é resultado, e semente, de processos imensamente longos.   Segundo a filosofia esotérica, também cada ano que passa é um resumo de toda a nossa vida. O final de cada ciclo é oportuno para refletir sobre nossas vitórias e dificuldades, fazer um balanço – e renovar a decisão de  viver de maneira  sábia.
As quatro estações do ano correspondem de certo modo às quatro grandes etapas de uma vida humana. A segunda metade do inverno é a infância, que prepara a primavera da juventude. Por enquanto, tudo parece ajudar o nosso desenvolvimento pessoal: somos protegidos e educados, e as tendências da natureza conspiram a nosso favor.  Já na primavera e no verão, que correspondem ao período que vai da juventude à meia-idade, se dão os  grandes desafios e as principais realizações. Depois vem o outono, a primeira parte da velhice, quando é hora de recolher-se ao fundamental e de substituir com a sabedoria acumulada  a  força que falha cada dia mais. O ciclo termina com a  primeira metade do inverno, a  parte final da velhice. Esta é a época da grande renúncia,  da travessia de volta para o todo universal, de onde um dia viemos, e de onde no futuro  poderemos emergir novamente  para  uma outra forma de existência, sem nada lembrar  do ciclo anterior.
O que permite distinguir as quatro diferentes estações é o ciclo anual da distribuição da energia solar.  O sol é a grande fonte de vida material e espiritual em nosso planeta. O futuro de cada força vital depende diretamente da sua relação com ele. Muito mais que uma estrela física, o sol é na verdade o logos solar, a fonte espiritual de tudo o que ocorre em cada um dos seus planetas. Assim, o ciclo da luz solar em nosso planeta também constitui um mapa que assinala a longa jornada de cada alma humana,  com seus períodos de expansão e retração,  crescimento e decadência, morte e ressurreição.
A palavra solstício, de origem latina, significa “sol imóvel”. No momento máximo do verão, o solstício é o momento em que a luz do sol para de crescer, para voltar a diminuir, abrindo espaço para o outono. Já no auge do inverno, o solstício  indica o momento em que a luz do sol para de diminuir, para voltar a crescer, preparando a primavera. O solstício do inverno é o momento da noite mais longa do ano, a partir do qual o sol passa a recuperar forças. Daí a ideia de nascimento, ou renascimento.  No hemisfério norte, este evento astronômico corresponde ao período do  Natal, porque os  cristãos adotaram para si a antiga Festa do Sol da tradição pagã.
No hemisfério sul, o solstício de inverno corresponde às nossas festas juninas. Nelas, o fogo noturno simboliza a luz do sol vencendo a noite. A imagem corresponde à  primeira grande iniciação. Há  um nascimento espiritual depois de um  longo período probatório em que o buscador da verdade foi duramente testado pela vida. Desperta o Cristo interior, ou seja, a intuição espiritual, a luz de Buddhi. No Novo Testamento, Jesus fala  (para o bom entendedor) da primeira iniciação  ao ensinar: “Em verdade lhes digo que, se não mudarem, e não se tornarem como as crianças, de modo algum entrarão no Reino dos Céus” (Mateus 18: 3-4). A imagem é clara:  o iniciado do primeiro grau é puro como uma criança. O foco da sua consciência nasceu no nível do eu imortal. Sua consciência pode ser ainda como uma criança indefesa, vivendo precariamente e ameaçada por Herodes (o egoísmo circundante); mas já nasceu e está colocada no centro da vida concreta, iluminando todas as coisas.
O segundo grande momento da jornada evolutiva da alma  avançada é simbolizado astronomicamente pelo equinócio da primavera, em que o dia e a noite têm forças e dimensões iguais, durante a fase crescente da luz. A palavra “equinócio” também tem origem latina e significa “noite igual”. No Brasil, o equinócio da primavera abre em setembro  a estação em que tudo floresce.
A terceira etapa se abre com o solstício do verão, que corresponde, no hemisfério sul,  ao nosso  Natal.  Aqui a duração do dia chegou ao seu ponto máximo e começa a abrir caminho para o outono. O  último grande evento do ciclo  é o equinócio do outono, quando a noite alcança o mesmo tamanho do dia, a caminho do inverno que simboliza a morte. Cada inverno, por sua vez, dará lugar a  um novo renascimento.
A visão da jornada da alma humana imortal através de quatro grandes iniciações, até atingir a perfeição, é tão velha quanto a filosofia esotérica – e imensamente mais antiga que o cristianismo. Muitos séculos antes da era cristã,  a filosofia oriental já tinha nomes sânscritos para os estágios superiores do caminho espiritual. Uma quinta etapa, a “ressurreição de Cristo” é, na verdade,  o despertar   já no reino divino – do grande adepto, mahatma,  rishi ou sábio, que  teve sua condição humana “crucificada”, isto é,  se libertou da roda do renascimento obrigatório.  Esta é  a  quinta grande iniciação.
Vale a pena examinar o que ensina a tradição esotérica. A primeira grande iniciação, srotapatti, é marcada pela total ausência de egoísmo no coração do ser humano.  A humildade, simbolizada na linguagem cristã pela pobre manjedoura,  assinala a ausência de orgulho ou egocentrismo. A presença de vários animais em torno do menino Jesus simboliza a comunhão essencial do iniciado com todos os seres. As estrelas no céu mostram que esta unidade fundamental inclui o universo inteiro.  As forças poderosas mobilizadas para uma tentativa de frustrar o seu nascimento simbolizam as provações e testes que a alma deve vencer. Refletem, também, o fato de que uma grande iniciação é um momento de fragilidade e vulnerabilidade, do ponto de vista do mundo externo.
Já a segunda iniciação, sakridagamin, corresponde ao surgimento de um forte intelecto a serviço do coração. É o equinócio da primavera, que traz o predomínio crescente  da luz.  Na vida de Cristo,  corresponde ao momento em que o menino Jesus prega aos doutores no templo (Lucas, 2: 46-49). É o despertar da mente superior, manas,  a inteligência livre das aparências,  ágil, eclética, capaz de ver com clareza a mesma verdade essencial em todas as boas religiões, ciências e filosofias. Para o iniciado do segundo grau,  o pensamento positivo e a ação solidária surgem naturalmente do fato de que ele percebe,  sem qualquer esforço, o total domínio da  Lei do Equilíbrio sobre a realidade aparente, cujas numerosas armadilhas só enganam o ingênuo e o “astucioso”.  Se a primeira iniciação faz  enxergar toda vida do ponto de vista da bondade, a segunda coloca uma inteligência de grande poder a serviço do amor altruísta. É a primavera iluminando o mundo.
A terceira iniciação, anagamin, corresponde, como vimos,  ao solstício de verão. O sol chegou ao  auge e passa a preparar-se  para a sua grande renúncia. Na vida de Jesus, é a Transfiguração (Mateus, l7). Num alto monte, o rosto de Jesus “resplandece como o sol”. Em seguida, ele percebe todo o sofrimento que o futuro lhe reserva, sua própria morte e a ressurreição (Mt l7: 22-23). Ao assumir a iniciação anagamin, a alma toma uma firme decisão de ir até o final no doloroso sacrifício da sua condição humana, sabendo que o processo  culminará na crucificação da sua personalidade ou aniquilação do seu eu inferior, para que possa renascer no mundo divino.
A quarta iniciação, de arhat, corresponde astronomicamente ao equinócio de outono, e, na vida de Jesus, à crucificação. É a chegada da morte, ou inverno, o que possibilitará  o renascimento ou ressurreição além dos limites do universo conhecido. Aqui a alma morre definitivamente para as experiências do reino humano. A quinta iniciação, aseka, corresponde à ressurreição. O adepto, o mahatma, o rishi, o Imortal –  simbolizado por Jesus no Novo Testamento –  ressurge em um reino superior ao humano e  está livre do sofrimento tal como o conhecemos,  mas ainda guia nossas almas no caminho do bem.
Há pelo menos duas conclusões práticas a serem tiradas desta jornada mágica das almas mais evoluídas da nossa humanidade.
A primeira delas é que podemos preparar-nos desde já para metas divinas, mesmo que elas sejam distantes. Esta opção terá efeitos positivos imediatos em nossa vida. No momento atual da evolução humana,  os espiritualistas não-dogmáticos –  capazes de  aproveitar  o que há de melhor em diferentes  religiões, ciências e filosofias – podem preparar-se ativamente para a primeira grande iniciação. Mas não convém ter muita pressa. A ignorância espiritual só desaparece aos poucos, e o processo preliminar  requer, sem dúvida, várias vidas.
Segundo a filosofia esotérica, a alma humana não interrompe seu aprendizado espiritual ao final de uma única existência. Ela  renasce repetidamente para ganhar mais experiência e avançar em direção à luz, até  alcançar  a proficiência – o “adeptado” –  e completar o ciclo evolutivo do reino humano. A cada nova encarnação, o aprendizado espiritual é  retomado no ponto em que se interrompeu na vida anterior, embora  as circunstâncias externas possam ser completamente diversas. Depois haverá outra encarnação,  e  outra,  até as várias iniciações. Finalmente  virá a  libertação definitiva  das limitações humanas. Na visão integral e transcendente proposta pela filosofia esotérica,  a  vida no planeta Terra constitui uma única e grande onda evolucionária que faz parte da  vida mais ampla do cosmo. Em nosso  pequeno jardim planetário, as vidas  vegetais estão a caminho do reino animal. As almas dos animais estão a caminho do reino humano. Do mesmo modo,  nossas almas humanas avançam,  lentamente,  em direção ao  mundo divino. Assim é que circula  a luz divina  pelo universo, reciclando eternamente espírito e matéria.
Preparar-se para a primeira grande iniciação, srotapatti, é abrir terreno para o Natal Interior,  isto é, o nascimento de Cristo em nosso próprio coração. Porque, se não encontrarmos o Mestre dentro de nós, “é inútil procurar em outra parte”, como ensina o livro “Luz no Caminho” [2]. Este é o caminho da purificação. É desenvolver a humildade necessária para, primeiro, observar serenamente o movimento do egoísmo dentro de nós, e depois libertar-nos passo a passo do emaranhado de interesses e preocupações egocêntricos, colocando-nos a serviço da verdade e da justiça em todas as dimensões da vida. Assim,  aprendemos a identificar-nos com a vida maior e não com a vida pequena ou os impulsos animais de busca de segurança e fuga das expectativas de dor.
A segunda conclusão prática é que a história do Novo Testamento simboliza a vida de todos nós. De  certa forma, podemos viver  hoje, em  nossas vidas diárias,  amostras pequenas, mas poderosamente inspiradoras, do significado das cinco grandes iniciações. Os mistérios eternos estão sempre ao nosso lado, prontos para a eventualidade de despertarmos, e inspirando-nos em tudo o que é possível. Quem sabe se agora não é o momento?
Ao final de cada ano ou de cada etapa em nossas vidas, seja ela grande ou pequena, podemos fazer um inventário  e perguntar-nos pela nossa capacidade de nascer e renascer a cada dia como crianças livres do passado e  dos processos de  rancor, ódio, cobiça e outros sentimentos negativos. Como vive a criança divina em nosso interior? Ainda sabemos renascer?
É possível antecipar algo da segunda iniciação e avaliar, periodicamente, como anda nossa coragem de buscar a verdade, de olhar a realidade além das nossas opiniões e idéias fixas prediletas, de estudar coisas novas e abrir rumos renovadores à nossa vida intelectual, optando pela inteligência do coração e não pela astúcia da mente egoísta.   É possível, nos  aspectos da vida em que já podemos ver o anúncio do outono e do inverno, tomar uma firme decisão de renunciar a tudo o que não é de fato nosso, e a cooperar com a vida mesmo quando ela não nos beneficia dando coisas agradáveis, mas nos ensina pelo caminho do desapego e do sacrifício. Assim estaremos vivendo, hoje mesmo, uma parcela infinitamente pequena, mas útil, da terceira iniciação.
Podemos avaliar também as várias e dolorosas “crucificações” que já vivemos nesta vida. Quantos desesperos e derrotas? E quantas lições aprendidas? Qual nossa atitude quando experimentamos  crucificações,  traições e injustiças? Permanecemos no território da verdade, da ética e do amor altruísta?  E quantas vezes, depois da tempestade  e da cruz, veio a bonança da ressurreição? Quantas vezes uma nova etapa da vida, primaveril, cheia de promessas e potencialidades, abriu-se inesperadamente diante de nós, apenas porque havíamos sabido sofrer sem ódio ou desespero?  A ressurreição é um Natal em um nível mais elevado, assim como o Natal é a promessa da ressurreição total a que nossa alma terá direito um dia.
Por outro lado, o Natal ocorre pouco antes do Ano Novo. Essa proximidade parece refletir sincronicamente o fato de que o nascimento de uma nova consciência, mais sábia, sempre nos abre a possibilidade de um novo começo prático em nossas vidas. Assim, o melhor presépio está em nossos corações e mentes. É ali que acontece, a cada dia, o milagre do nascimento. E da iniciação.”

2 de set. de 2017

Dança no sempre - poema de Miliane Tahira - Dia da bailarina





Ao dançar traço circunferências no espaço-tempo....
Passado e futuro deixam de existir!
Música e corpo presentificam o sempre!!!

Miliane Tahira

( Feliz dia da bailarina para todas nós)
 

26 de mai. de 2017

Assembléia interna - poema de Miliane Tahira



Estou em uma assembléia interna, pauta: eu mesma
Infinitas vozes ecoam em mim
Vozes multiplicadas pelos (des)caminhos traçados
Entre força e singeleza!

Na voz da ilusão nuvens se desfazem
"O caminho é seu"
Redentora do meu eu
Mudo a direção.

"A vida não se leva, a vida se constrói"
Essa assertiva dói
Dada pela Razão

Vozes humanas, transcendentais, naturais
Se misturam e se dissociam
Por vezes gritam para serem ouvidas,
Por vezes sussurram verdades conhecidas

Vozes que me constituíram, constituem, marcam
Em cada passagem nesse espaço_tempo
Ás vezes sussurram e acalentam
Firmam verdades
Ecoam no vento...

Tempo, Tempo, Tempo
Senhor soberano
Chega vestido de prata
Traz na mão uma espada

Curvo-me a tamanha beleza
Abre meus olhos
Expõe minha face
E minha fraqueza
Transforma-se em arte

Abraço a minha sombra, um abraço de apreço
Desfaço o final
Encontro o começo
Abro o peito, reconheço

O inimigo: é só um sim
Ele morre ao consentir
A nudez da minha alma
Hoje não fujo mais de mim!!!!

Miliane Tahira

19 de mai. de 2017

Pelo Avesso de mim - poesia de Miliane Tahira



Pelo Avesso de mim

Atravesso as minhas frontes
Meu avesso está lá
Escuridão
Desamor
Desarmonia
Desilusão
Esforço em vão?
As flores, onde estão?
Olhei-as e as colhi
Sim, ainda estão lá.
Minha alma estrelada as vê
O solo é fértil
Mas a terra está coberta por cimento
E os olhos da chuva lacrimejam
Por não conseguir penetrar
Uma rocha se ergueu
A terra estremeceu
Só resta esperar
A terra voltar
E a flor desabrochar
De volta ao seu lugar

Miliane Tahira

6 de dez. de 2016

A intuição é uma sensação, percepção de algo tão sutil e intenso que deixa o ser humano confuso por não acreditar em si mesmo.
Sexto sentido, algo que aperta o peito ou traz leveza e bem estar, subentendido sem palavras, é a direção silenciosa de como agir quando nos sentimos em alguma encruzilhada da vida.
Intuição é um anjo que há na alma, na percepção mais suave, fala e orienta.
A mente nega por "questionar" tudo,
a "consciência" observa e segue pois dificilmente haverá enganos.
Silencie mais, todas as respostas já existem dentro de ti, a intuição é tua parceira, ouça!
Intuição não é mente é alma e alma não entende, apenas sente!

Solange Drago☀
Solange Drago☀


Da crise aguda surge a possibilidade de mudança.
Do caos surge a necessidade de mobilização.
Na dor surge a urgência de união. 
Da separação surge a imposição de novas articulações.
A semente que foi plantada, um dia virará flor. A flor virará fruto. E é o fruto que nos alimenta. Assim é a lei da natureza, assim é a lei da vida humana. É melhor ser jambo do que limão. É melhor agradecer do que se queixar. É melhor reverenciar do que se lamentar. É melhor ser gentil do que ser hostil. É melhor ser atuante do que inerte. Os tempos atuais exigem posicionamentos, e posicionamentos "sustentáveis" voltados para o coletivo, não para o SEU ego.
O que temos plantado ultimamente? (1)
Se essa não for uma construção permanente, que dispense grandes eventos para que aconteça, vamos nos definhando aos poucos e a decomposição subjetiva chegará, cedo ou tarde, junto com o colapso social.
O que temos "plantado" ultimamente? (2)

Danilo Quinto