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11 de abr. de 2022

Tempo de Transição

 


Da reflexão para o texto há uma distância da disponibilidade para tanto.
Estamos no tempo de transição.
Tenho refletido sobre os ensinamentos do novo que tem se descortinado em nossas frentes....
Nestes 2 anos o mundo se recolheu
Se enlutou
Ou negou
Ou se afetou
Ou angustiou
Ou aceitou
Ou transcendeu...
O fato é que tivemos que nos preparar para a vida fora do contorno que estávamos acostumados.
Aprendizagens? Muitas....ou não...
Lacunas, sequelas, paradigmas..ângulos  invertidos....
No retorno às  ruas um misto de emoções e sensações não digeridas e um olhar para o mundo social cheio de dúvidas, desejos, medos, lacunas, desajustes, tensões....
Vamos precisar de tempo, respiração, amor-próprio e ao outro para superarmos e  entendermos estas histórias que estamos escrevendo.. Analisando os porquês e afinando a direção.
Não podemos olhar e analisar os sinais apresentados agora como olhariamos para estes mesmos sinais antes da pandemia.. .
Crianças estão chegando nas escolas cheias de sintomas emocionais e situacionais deste tempo de confinamento...vamos avaliá-las no contexto, sem rótulos instantâneos e paralisantes...vamos permitir que entrem e adentrem as salas de aula para que possam vivenciar o grupo social, se despir dos processos de confinamento e retomar o equilíbrio.
Vamos exercitar o olhar sensível e pensante que vai para além do ato de ver!
Sigamos em união de propósitos!

Miliane Tahira

27 de dez. de 2017



Conexões Democráticas para uma Cidade Educadora.

De 16 a 21 de janeiro acontecerá a Universidade de Verão no Município de Lauro de Freitas. 
Essa é uma experiência acadêmico-cientifica e ludico- cultural que trará cursos, palestras, oficinas,gratuitamente, para interessados e interessadas.

Uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, em parceria com o Governo do Estado da Bahia, Instituições de Ensino Superior que contará com a participação de temáticas de gênero oferecidas pela SPM.
Dentre os cursos e palestras oferecidos pela Secretaria de Política para mulheres do Município de Lauro de Freitas dois serão oferecidos por mim e Sandra Souza:
- A Alma Ancestral da Mulher Brasileira: corpo feminino e a ancestralidade indigena ( palestra - dia 19/01- matutino - IFBA)
- Corpo Feminino e Ancestralidade indígena mobilizados pela dança do ventre ( minicurso - dia 20/01- matutino - IFBA)

Descrição do tema:

Os processos de subordinação da mulher dentro de uma cultura patriarcal ainda existem no inconsciente coletivo e guarda marcas do nosso processo de colonização em que a alma ancestral do Brasil com seus primeiros habitantes foi negada, ferida, sendo muito da nossa cultura inicial desapropriada e desrespeitada.
A condição da mulher ao longo dessa historia precisa ser debatida, sentida e resgatada para que possamos nos (re)apropriar de nossa história promovendo uma mudança de paradigmas e atitudes.

Metodologia:

O curso se iniciará com uma palestra sobre Alma Ancestral da Mulher Brasileira e seguirá com um minicurso teórico- vivencial que abordará o Mito de Origem Tupi Guarani a partir do estudo simbólico do mito e vivência deste por meio da prática de movimentos da dança do ventre.

Inscrições no site. Poucas vagas!!!!!


Participem!!!!

23 de dez. de 2017

Sinopse - Projeto Percurso Feminino ao Longo da História - Segundo Semestre

2017: Percurso feminino ao longo da história - destacado na linguagem da dança do ventre

O Projeto de Dança do Ventre de 2017 foi anual e destacou um tema extremamente importante: a feminilidade vivenciada ao longo da história, da antiguidade aos dias atuais.

Tal conhecimento passou pelos períodos históricos desde a era em que a dança do ventre surgiu, no neolítico antigo, estendendo-se até os dias atuais, retratando a opressão, força, beleza, transformação e resistência sofrida pela mulher e pela dança que a representa.

O projeto se sustentou no tripé educação, dança e autoconhecimento, entendendo a arte como manifestação da alma, estudada em sua profundeza de movimentos e sentimentos, que expressam e transformam!
































17 de out. de 2017

ENTRE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, SENTIDOS E SIGNIFICADOS: CONCEITOS CONVERGENTES PARA LEITURA DE MUNDO

ENTRE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, SENTIDOS E SIGNIFICADOS: CONCEITOS CONVERGENTES PARA LEITURA DE MUNDO


MILIANE DE LEMOS VIEIRA
TASSIO SIMÕES CARDOSO

EIXO: 12. PSICOLOGIA, APRENDIZAGEM E EDUCAÇÃO: ASPECTOS PSICOPEDAGÓGICOS E PSICOSSOCIAIS

RESUMO


Este artigo explora a Teoria das Representações Sociais trazida por Serge Moscovici e as convergências conceituais desta com o campo de Significados e Sentidos trazidos por Lev Vigotiski, articulando-os com o processo de leitura de mundo. Entendendo que o sujeito está imerso em símbolos culturais e representações e situado historicamente em um mundo de linguagem, a realidade em que está situado passa a ser apreendida por ele de diversas formas, tornando-se leitor deste espaço social. Desta forma pretendemos minimizar, por meio deste estudo bibliográfico, a dualidade entre indivíduo e sociedade entendendo que há fatores que estruturam o universo social, sem negar a participação subjetiva, bem como referendar a importância desse estudo no campo da educação, fortalecendo a política de formação continuada de professores e a qualificação da prática docente, instituições e comunidade. 

Palavras-Chave: Teoria das representações sociais. Sentidos. Significados.


Artigo completo no link:

http://anais.educonse.com.br/2017/entre_representacoes_sociais_sentidos_e_significados_conceitos_co.pdf

31 de mai. de 2017

Estudantes realizam ações socioambientais às margens do Rio Joanes

Estudantes realizam ações socioambientais às margens do Rio Joanes


Palavras-chave: 









Antecipando as ações alusivas ao Dia Mundial do Meio Ambiente (6 de junho), os estudantes do Colégio Estadual Kleber Pacheco, no bairro de Portão, em Lauro de Freitas (a 28 km de Salvador), movimentaram, nesta quarta-feira (31), o Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, importante patrimônio histórico, cultural e ambiental, situado às margens do Rio Joanes. Eles realizaram rodas de diálogo sobre sustentabilidade, cultura, educação e juventude; mutirão de limpeza; plantio de mudas nativas; oficina de fotografia; sarau lítero-musical; mostra de vídeos; apresentações musicais, de dança e teatro; aula aberta de artes marciais e meditação coletiva, entre outras ações socioeducativas e socioambientais.
A iniciativa marca a culminância da primeira fase do projeto “Cultivando Memórias”, que visa preservar a história, a cultura e o meio ambiente de Portão, na qual a comunidade escolar está inserida, conforme explica o professor de História, Tássio Revelat. “O nosso objetivo é revitalizar uma parte do Terminal Turístico, que se encontra em estado de abandono, por meio de um processo permanente de ocupação cultural. Introduzimos no currículo escolar conteúdos relacionados à história, à cultura e ao meio ambiente da região, relacionando conteúdos locais com os saberes disciplinares, facilitando a aprendizagem significativa”.  
Participaram da vivência estudantes do 1° ano do Ensino Médio, que plantaram mudas nativas – como aroeira, pitanga e jamelão. As mudas receberam o nome de líderes populares da região, como o capoeirista Mestre Boca; a fundadora do Terno de Reis de Portão, dona Aidê, e o fundador do grupo cultural Bankoma, Raimundo Neves.
Os estudantes falaram da importância de preservar o Rio Joanes e a história de Portões, construída por pescadores e marisqueiros da região. "Podemos melhorar o nosso ambiente e, para isto, é urgente a nossa conscientização e participação. As sujeiras dos Rios Joanes, Sapato e Ipitanga chegaram a um nível insustentável. Também precisamos proteger as nossas árvores e plantar outras tantas para garantirmos o oxigênio da nossa sobrevivência e a sombra imprescindível para o nosso bem-estar", declara a vice-líder de classe Bruna Santos, 16 anos.
A colega Renata Cerqueira, 16 anos, completou: “Muito válido este projeto de preservação do ambiente e do lugar onde estudamos e moramos. E o mais legal é ter esta aula de campo, que contribui ainda mais para o nosso aprendizado e ganho de consciência ambiental”. Estefane Barbosa, 16 anos, também comentou: “Outra coisa interessante deste projeto é o conhecimento cultural e histórico que ele nos trouxe sobre o lugar do qual vivemos. Isto nos enche de orgulho e sentimento de pertencimento”.
A professora de Biologia do Kleber Pacheco, Ana Cláudia Magalhães, também falou sobre a proposta do projeto. “Trabalhar com Educação Ambiental é essencial e emergencial para conter os desequilíbrios ecológicos, relacionados à conduta humana inadequada e a escola precisa desenvolver métodos diferentes em busca do desenvolvimento local sustentável. E o trabalho só funciona se for feito de forma transdisciplinar, perpassando nas dimensões da crítica, da cidadania, da ética, da política, da postura humana e do meio ambiente”, afirmou.


http://estudantes.educacao.ba.gov.br/node/25084

20 de mai. de 2017

Brasil e ânimo psicológico atual - 2017


Este cenário atual nos traz inúmeras reflexões. Hoje vou me ater a uma de cunho psicológico.
Observo que há muita resistência das pessoas assumirem sua posição ideológica, suas bases conceituais, despindo_se da resistência a escuta e a diálogos!
A arte da diálogos pressupõe fala ( ou escrita) e escuta.
O que acontece é que muitos só querem falar e despejar sua passionalidade sem perguntar o que de fato o outro pensa e sente.
Criou- se uma dicotomia sem nexo - ainda reflexo da eleição passada - cujo resultado ainda muito acirrado. Ou se é Lula é Pt ou se é contra ele.....
Meu Deus!!!!!!!!!!!!!!!!
Acordem!!!!!!!
Somos todos BRASILEIROS!
Não sou a favor da corrupção, mas tenho capacidade de sair do terreno passional e ir para o analítico!
Quem for judicialmente condenado TEM que ser preso!!!!
Quanto a Lula, ainda não tem provas contra ele!
Nós podemos ter nossas hipóteses, mas ainda não tem provas!
Com o escândalo da JBS há provas contra o atual presidente, o concorrente de Dilma nas eleições passadas - Aécio - e Cunha.
Não estou muito preocupada com os nomes...
Poderia ser Maria, Pedro e Joaquim de um lado e Ananias e Josélia do outro.
Quero justiça, também!
Mas precisamos reconhecer a nossa incapacidade de se relacionar.
A nossa imaturidade de escuta!
A nossa resistência que nos aprisiona nos nossos paradigmas pessoais e nos faz não enxergar o outro!
O outro pensa em suas próprias bases, tem história!
Não defendo um partido ou outro, defendo um inteiro!
O inteiro que defendo é a nação, o cosmos, com toda capacidade harmônica que há nas leis naturais e espirituais.
A política humana não tem esse alcance, então por aqui vou ficar SEMPRE com quem defender políticas sociais e direitos humanos/ ambientais!
O nome pode mudar!
Lula, se tiver que ser preso será!
Se não tiver, não será!
E o foco da gente não deve estar na sua prisão ou não, como se depositasse em uma só pessoa toda espécie de lixo das psiques de cada um que o detona!!!!
As pessoas estão mais preocupadas em falar mal , em conversas de butequins do que em análises.
Não me preocupo se um político bebe, fuma, faz muito ou pouco sexo e se para isso escolhe mulheres, homens, ou ambos!
Me preocupo com o projeto social ( que é o que me faz votar) e a execução deste.
Votei em Dilma,
Antes votei em Lula,
Poderia ser em Aparecida( nome fictício) se ela defendesse um projeto em que acredito!
Não tenho problemas em analisar erros das gestões de cada político que votei, sabe porquê, porque isso é necessário!
É necessário avaliar, acompanhar para criticar, propor e transformar!
Nunca acreditei em relações assimétricas em que cabe a um fazer e o outro receber!
Acredito em relações recíprocas e para isso, entendo que sou da sociedade civil organizada e queira, ou não, não estou destituída do governo.
Tenho que estar lá e aqui fazendo a minha ( nossa) parte.
E daqui da minha análise digo para todos. Não haveria bom governo com o congresso que está aí. Poderia ser QQ um. Só passaria o que fosse interesse do congresso, com vergonhosas verbas por detrás!
Quer mudança: reforma política!
Vamos amadurecer e parar dessa brincadeira ridícula de Caça às bruxas!
O escândalo da JBS envolveu Aécio, Cunha e Temer? Vamos falar disso é do que deve acontecer com eles.
Quando é se as provas vierem contra Lula falaremos disso também.
Saíamos do ataque e da defesa que isso só nos enfraquece enquanto nação, não produz análises e proposições e melindra as relações!


Miliane Tahira


P.S. Continuo aceitando as amizades que pensam diferente de mim, isso é produtivo, as diferenças produzem crescimento, desde que debatidos argumentos e não despejadas iras!!!!

1 de nov. de 2016

A Inteligência Pessoal do professor como requisito essencial para sua prática profissional

No Seminário para Educadores, Desafios da Contemporaneidade, Julio Furtado propõe aspectos favorecedores da prática profissional do professor, a partir da análise de fatores que dificultam o seu fazer pedagógico vivenciado todos os dias.

Para integrar características que possibilitem um fazer pedagógico mais eficiente o autor defende que o educador deve agregar atitudes que juntas compõem uma inteligência pessoal capaz de tornar a prática educativa mais viva e significativa, integrando os objetivos de aprendizagem necessários com os atores educacionais - escola, família e alunos.

Para o pensador e estudioso da educação, a inteligência pessoal é composta de vinculação afetiva, elementos culturais, olhar inclusivo e postura apreciativa. Sem algum destes elementos a prática do professor torna-se esvaziada e destituída de sentido.

Refletindo sobre as características elencadas aproveito para extrapolar o conceito de vínculo afetivo como algo que ultrapassa a relação professor aluno, mas reside em todo ato de educar e compreender o processo educacional, como escolha de ser educador e a identidade docente que deve ser compreendida por meio de perguntas como:

- Qual o vinculo que estabeleço com a minha profissão?
- Por que escolhi ser educador?
- O que sustenta a minha prática?
- Por que me mantenho nela?

Outro fator trazido por Furtado em sua palestra diz respeito a Cultura e quando falo de Cultura tenho que entender que somos seres individuais que nascem em uma dada sociedade, em uma época específica, sendo composto por ela e tendo o poder de transformar e manter aspectos que perpassam o meio social, natural que me constituem e para isso há que se ter problemas, desafios e dúvidas que me façam criticar e formar concepções com as quais me filio, mas que também me distancio com escuta livre para formar e propor novas teorias e transformações.

Mais uma ideia que amplio trazida pelo autor é quanto a característica do olhar inclusivo.
Nosso raciocínio e a forma de organizar ideias e pensamentos é logico-matemática. Para construir o conhecimento generalizamos e abstraímos, trazemos para a internalização quando os aspectos apresentados e vivenciados atingem o nosso campo de sentidos.

O sentido é anterior e posterior ao significado, já temos - mesmo uma criança - pré-noções - e mesmo quando o significado é apresentado e entendido dentro da sua construção social ele não se restringe ao que foi estabelecido pela cultura, pois o sujeito opera com suas construções e re-construções trazendo novos e inesgotáveis sentidos, daí a (re)significação das coisas e do mundo.

Diante de qualquer situação ou sujeito que me traz a marca do diferente ou da diferenciação tendo, como sujeito cognoscente, a classificar. A importância se dá em ultrapassar a classificação, não negá-la, pois esta é importante para um ponto de partida. 

Ultrapasso a categorização por meio da compreensão, contextualização, ética, antítese e síntese.

Preciso entender que existem agrupamentos mas em todo agrupamento há diferenciações e que estas são necessárias para o crescimento. Aprendemos com a diferença, ampliamos o olhar. O igual nos fortalece, o diferente nos ultrapassa, instiga e faz crescer.

Toda experiência humana transita nas identificações e diferenciações, mas o olhar separatista não aceita as diferenças, enquanto o olhar inclusivo considera, aprende com ela e promove transformações em todos os envolvidos. O olhar inclusivo é o olhar do que acredita, potencializa e liberta.

A postura apreciativa pode ser ilustrada pelo olhar contemplativo, do artista ou do apreciador de arte que deixa-se sucumbir pela mais bela poesia existente no outro, seja em pensamentos, atitudes, discurso, fazeres.

Reconhecer que o outro é uma obra de arte e que serve para ser apreciado é despertar nele a apreciação, o deleite e amor pelo conhecimento construído e reconstruído a todo instante.

É o que o autor traz como : "Se podes olhar vê, se podes ver repara".  Em cada uma destas óticas o olho assume uma função. O olhar é o olho que visualiza, o ver é estar para além do olhar, há um destaque no ver e o reparar é o olho minucioso que se debruça em uma investigação ainda mais minuciosa.

Nós educadores temos que reparar. Cada sujeito com o qual trabalhamos é único e, portanto, cheio de pistas para que nós possamos aprender a ensiná-lo. Se reparamos ele dirá o caminho que devemos percorrer para tanto.

Uma outra citação que o autor faz uso e toma emprestada de Paulo Leminski:

"Vai me ver com outros olhos ou com os olhos dos outros?"

Nós precisamos ultrapassar o olhar social e individual de outras pessoas e nossa própria forma de olhar para que o outro possa ser uma fonte inesgotável de descobertas e de possibilidades e não de estancamentos. Para isso Furtado conclui que o professor precisa pegar os olhos dos alunos emprestados.

Ver por meio do aluno significa se autoavaliar. Ver com os olhos do aluno significa seguir as pistas que ele dá para o seu próprio processo sobre o qual ele sabe muito mais do que eu. Para isso o autor sustenta a necessidade do amor pedagógico que é aquele em que o educador acredita, torce e aceita (acolhe).

Importante destacar que o acolher não significa concordar, significa reconhecer que o outro é um ser que merece total respeito, mesmo que eu discorde dele. 

Nas interfaces de aprendizagem em que há o professor e alunos existem três tipos de mediação : relacional, cognitiva e de aprendizagem. Estabeleci, nestes campos trazidos por Furtado uma correspondência com o que trago na minha dissertação do mestrado quando utilizo as categorias de Zabala relacionando-as a mediação - Atitudinal - o que ele traz como relacional, Conceitual que ele traz como cognitiva e  procedimental que ele traz como didática.

Os saberes são pensados em lugares diferentes trazendo pontos convergentes o que reflete o período em que estamos vivendo historicamente em que urge uma atenção para o sentir, para o ser , para o fazer significativo para todos os envolvidos.

Expõe que a gestão da conduta é resultante da combinação de três fatores: atitudes docentes, poder e visão da indisciplina. A visão da indisciplina que o professor tem vai gerar suas atitudes docentes e ambas estão relacionadas a sua compreensão sobre o poder.

Para John Galbraith, o poder passa por três fases históricas bem demarcadas e ainda hoje se sustenta nestas três, embora socialmente seja defendido sobre o prisma mais atual.

A primeira perspectiva de poder é chamada pelo autor de poder condigno e está relacionado ao poder de punição.
A segunda forma é o poder compensatório que tá articulado com as trocas e barganhas... ex. vc faz isso em troca de...
E o terceiro poder, mais defendido nos dias atuais e mais lógico, embora nem sempre utilizado,é o poder condicional. Este está alicerçado no poder pelo convencimento.

Ora, se o sujeito tem uma visão de mundo hierárquica, não conseguirá ter atitudes democráticas, nem tampouco utilizar o poder de convencimento. Ao contrario, irá impôr a sua forma de pensar, o que não fará sentido algum para o outro.

Desta forma, a visão é preponderante sobre atitudes e sustentação de poder.

Furtado sustenta que as atitudes docentes são marcadas pelos seguintes fatores:

- medo
- desmotivação
- deserção -o famoso deixa para lá
- transferência - o problema é a família, é o sistema.. etc
- enfrentamento

Estes podem acontecer separadamente, simultaneamente ou com maior predominância de uns do que de outros, mas são características comuns nas atitudes educacionais e precisam ser vistas para serem enfrentadas, pois não há educação sem reflexão do professor sobre si e sobe o seu fazer.

Aponta para a visão tradicional da indisciplina extremamente comum ainda hoje  que gera atitudes de exclusão, violência, bullying, invisibilidade, indisciplina, vigilância, evitação, regras arbitrárias, delação, pressa e ignorância.

Essas atitudes, em nada, geram conhecimento, ao contrário, distanciam, já que o conhecimento só é internalizado quando passa pelos campos significativos do sujeito.

Na visão construtiva da indisciplina o comportamento do professor caminha em direção a aprendizagem, pois promove participação vendo o sujeito como parte do coletivo preservado em sua individualidade e construindo regras enquanto princípios. Trabalha na vertente do desenvolvimento, planejamento, autonomia e oportunidades.

Assim, refletindo sobre as proposições trazidas pelo palestrante percebo o quanto a educação tem que se voltar para inteligência pessoal dos educadores, o quanto ainda há pouco investimento em formações que fortaleçam a dimensão existencial do ser, fazer e existir.

Conceitos são fundamentais, mas as atitudes humanas só são de fato mexidas quando se trabalham as emoções e estas tem que ser destacadas em processos formativos, bem como devem ser levadas em conta na avaliação de cada aluno e autoavaliação os profissionais que estão inseridos no meio educacional.

Miliane Tahira



25 de out. de 2016

"O meu medo afeta o meu meio" - reflexão de Miliane Tahira sobre palestra de Shinyashki,



Assisti a palestra de Eduardo Shinyashki, em Desafios da Contemporaneidade e um dos destaques que tornou-se relevante para mim foi quando o citado autor trouxe o seguinte pensamento:

"O meu medo afeta o meu meio"

De fato não temos como efetivar concretizações e afirmar desejos enquanto formos bloqueados e aprisionados pelo nosso próprio medo.

Além de questões energéticas e de pensamentos que estancam fluxos, percebo que este padrão de emoção também reverbera em atitudes que são lidas, sentidas, percebidas por todos que estão em nossa volta.

Enquanto formos aprisionados pelo medo não alcançaremos nossos sonhos e muitas vezes são os desejos mais encantadores e possibilitadores os que nos fazem temer, simplesmente por não nos julgarmos, no fundo merecedores.

Precisamos acessar a nossa essência divina e luminosa e fazermos constantes visitas pra não nos armarmos de todos os mecanismos de defesa e sabotagens estancadores de nossas maiores conquistas!!!

O palestrante expõe ainda o verdadeiro significado etimológico do amor que em sânscrito significa ausência de morte. Ao trazer o conceito do amor expõe que existem quatro tipos de mortes com as quais o ser humano compactua em maior ou menor intensidade dificultando a concretização do seu desejo:

- Morte Mental
- Morte Emocional
- Morte por Atitude
- Morte espiritual

Cada uma destas mortes que podem estar associadas, ou não, impactam negativamente na objetivação das nossas conquistas.

Enfatiza que " Querer é poder" é um jargão incompleto, e acrescenta: "Querer é poder desde que não haja medo ou dúvidas".

De quantas formas tememos e duvidamos impactando na nossa mente?
Quantas estratégias inconscientes utilizamos que impactam na nossa emoção, matando-a?
Como nossas atitudes passivas ou arrebatadoras desmoronam nossos objetivos revelando nossas dúvidas e medos?
Qual o nosso propósito existencial e crença e como ela se torna possibilitadora do fluxo que perseguimos ou como inibe este processo?

Se não fizermos estas perguntas não conseguiremos a autoria de nossas vidas e a conquista dos nossos desejos, muitas vezes racionalizando demais para explicar a não objetivação deles com desculpas reveladoras da nossa não crença em nós e no nosso direito de felicidade.

A assertiva do autor de "levar a vida para o resultado que você quer" está assentada nos pilares da Unesco:

- Aprender a ser
- Aprender a conviver
- Aprender a conhecer
- Aprender a Fazer

Os conflitos e dificuldades surgem na ausência destas competências.

Shinyashki, propõe que estas conquistas acontecem diariamente e devem permanecer sempre sendo alimentadas, pois a partir dos 17 anos ousamos poucas experimentações, apenas 10 por cento, tornando-nos prisioneiros de nossos hábitos.

Portanto honrados parceiros de caminhada dentro deste planeta, tempo, o êxito depende do quanto você lidera a sua própria vida, entendendo liderança como capacidade de conhecimento sobre si no mundo e sobre o mundo em que habitamos acreditando e se auto vigiando para não cair em ciladas produzidas pela própria incapacidade de não acreditar em si em morrer um pouco a cada instante!!!!!!!

Miliane Tahira




15 de out. de 2016

CAMINHOS DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

MUNIÇÃO JÁ!!!!!!!!!!!

A Arte´e a Educação... estes são os melhores armamentos e nos quais acredito capazes de transformar o mundo!!!!!!


27 de jul. de 2016

Caminhada - Miliane Tahira

Caminhada

Desde sempre sabia que minha missão neste planeta seria promover caminhos pra transformação humana..
Veia e alma idealista, persigo este ideal por várias vias: terapia, educação, dança e vários ramos destas interfaces..
Sou feliz com esta trandisciplinadiedade e este não lugar alquimico que me permite um caldeirão de infinitudes!!!
E o que me faz inteiramente feliz???
Ver o brilho nos olhos e na alma das pessoas com as quais tenho o imenso prazer de trabalhar e (com) VIVER....
Deixo para representar esta felicidade um cartão que recebi ontem de minhas alunas de dança do ventre que reascende em minha alma todo este propósito!!!
Gratidão universo, gratidão pessoas!!!
Gratidão e parabéns a todos que, como eu, tocam e acordam almas!!!



Miliane Tahira

5 de mar. de 2016

Psicologia e Serviço Social na Educação




Transmitido ao vivo em 4 de mar de 2016
A importância dos (as) psicólogos (as) e assistentes sociais nas equipes técnicas das escolas para acompanhamento e desenvolvimento de crianças e adolescentes. Esse será um dos eixos centrais do debate online organizado pela Comissão de Psicologia na Educação (Psinaed) do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que acontece nesta sexta-feira (04). O evento – que ocorrerá na sede do CFP em Brasília das 15h às 17h, com transmissão online – terá como tema “Psicologia e Serviço Social na Educação”.

Para o bate-papo foram convidados representantes do Ministério da Educação (MEC), da Secretaria de Educação Básica (SEB), do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE). A mediação será feita pela psicóloga e integrante da Psinaed Raquel Guzzo.

“Por meio desse debate queremos abordar as questões próprias da Psicologia na educação, fazendo com que as pessoas tomem consciência da importância desses profissionais nesses espaços, dando suporte para o acompanhamento e o desenvolvimento integral das crianças. Não se faz prevenção se não tivermos uma equipe com esses profissionais dentro da escola”, destaca Raquel Guzzo.

Você pode acompanhar o debate ao vivo pelo canal do CFP no youtube e participar via redes sociais enviando perguntas por meio do e-mail eventos@cfp.org.br ou utilizando a hashtag #PapoPsi.

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O Conselho Federal de Psicologia é uma autarquia federal que orienta, fiscaliza e disciplina a profissão de psicólogo. Zela por princípios éticos e age pelo desenvolvimento da Psicologia, ciência e profissão.

4 de mar. de 2016

Ética - parte 1, por Renato Janine Ribeiro



Renato Janine Ribeiro, professor de Filosofia, explica o que é ética, sobre dilemas éticos e como são formados nossos valores e como são baseadas nossas escolhas.

10 de fev. de 2016

Medidas educacionais necessárias e imediatas a curto prazo: depende de nós!



Caríssimos colegas de jornada,


Passou-se o Carnaval e segunda as Escolas Estaduais e Municipais Bahianas retomarão às atividades.
Ano novo na Educação? Não!
Só se assim quisermos e trabalharmos para isto.
Certamente iremos enfrentar os velhos problemas de sempre: Indisciplina, falta de interesse e o baixo desempenho dos alunos, salvo raras exceções. Sabemos que a Educação do Brasil é uma das piores do mundo, por mais dura que seja esta constatação.  Entretanto não queremos a permanência desse Estado de Coisas. Nosso coração clama por mudanças...
Se Países como a Finlândia conseguiram organizar um Sistema Público de Ensino com excelência onde jovens aprendem de forma significativa, além das avaliações externas demostrarem isso, o que impede de nossa nação ter este êxito?
Muitas respostas para o estado de calamidade da educação brasileira atual podem ser dadas, sobretudo no que tange as macro políticas de educação: Necessidade de Reforma Curricular, Valorização Salarial, Escola em Tempo Integral, Melhores Condições de Trabalho, Reformulação do Espaço Escolar, Interdisciplinaridade, Utilização das Novas Tecnologias etc.
Neste texto, entretanto, pontuaremos aspectos que envolvem nossa atuação direta e mais imediata no ensino fundamental II e médio, independente de Governos ou mega programas. Segue abaixo algumas ideias, que não são apenas nossas, mas anseios coletivos professados por aqueles que sonham com a mudança e que avivam os espaços escolares com poesias de esperança.
1-     Estabelecer critérios avaliativos que retirem da prova escolar, o papel de soberania.
A grande maioria dos alunos brasileiros estuda para passar na prova e não para solidificar seu processo de aprendizagem. Sobre este aspecto a neurociência é clara: quem estuda de véspera não absorve 5% do assunto estudado. Para o conhecimento ser internalizado, os assuntos trabalhados em sala precisam ser revisados imediatamente, assim o cérebro processa o conhecimento e vai estabelecendo conexões, formalizando a memória e conhecimento significativo, desde que afete o aluno de forma que este se veja no objeto de saber. Esta cultura está tão enraizada que se um professor executar uma prova surpresa poderá ser até “processado”, como se esta fosse algo que o aluno devesse temer e, por isso deverá se preparar para o “grande acontecimento”. O aluno deve aprimorar o seu conhecimento, independentemente de ter prova, ou não. Estar em constante processo de estudo e a postura de pesquisador possibilita que o discente esteja sempre pronto para ser avaliado diante do que está sendo trabalhado pelos professores e projetos escolares.
Para uma efetividade do desempenho escolar é fundamental o lançamento de uma campanha envolvendo os Pais, Alunos e Funcionários, com o lema: “ Ler com prazer e estudar todos os dias”.
Tal incentivo contará com reuniões periódicas do corpo docente e gestores com os Pais e líderes de turma, além de serem produzidos vídeos, cartazes, textos e projetos de incentivo a prática leitora. Para uma efetividade da ação, sugerimos reuniões com os Pais a cada dois meses, no mínimo. Nestes encontros família e escola criarão estratégias de incentivo à leitura e estudos, bem como o acompanhamento do desempenho escolar dos alunos.
Para isso, a equipe deverá ser exemplo, tendo fóruns de discussão e exposição de livros que o próprio grupo leu e debater ideias, acerca do material lido.
       2 - Resgate do Prestigio e da autoridade do professor.
     Atualmente a Indisciplina e falta de respeito são características de conduta discente comuns em todas as escolas! Somos a favor que no início da primeira aula o Hino Nacional seja cantado como forma de enaltecer a relação patriótica e de pertencimento dos alunos com a pátria e que depois os professores e Direção escolar estabeleçam as regras de convivência construída com a participação dos alunos. O diálogo será feito sempre na primeira instância (depois do hino), estabelecendo nesse momento um retorno a consciência do porquê das regras, mas durante a rotina escolar as infrações deverão seguir a ordem da advertência à punição (sempre convocando a família), caso a conduta permaneça. Enfatizando as situações mais comuns como: os alunos que ficam fora da sala, os que chegam atrasados, os que não fazem as atividades, ou o não respeito aos demais itens das regras de convivência.
3 - Valorização do bom aluno.
     O aluno exemplar (que presta atenção nas aulas, que é participativo, que faz as atividades de casa, respeita os professores e colegas) precisa ser extremamente valorizado pela escola. Ele servirá como fonte de inspiração para os demais alunos.
     Finalizando, por meio de uma vontade real e coletiva, estas três medidas podem ser concretizadas e trará resultados mais positivos, além de organizar e humanizar o espaço escolar.  Temos que restabelecer as regras desses jogos, trazendo para a educação o que de fato é prioritário. Não adianta pensar numa nova escola, se não estamos conseguindo estabelecer o básico, que é a aprendizagem de nossos alunos.  
            Tássio Simões Cardoso (Revelat)[1] e Miliane de Lemos Vieira (Tahira)[2]



[1] Professor Graduado em História, Pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Educação Inclusiva, Poeta e Gestor Cultural.
[2] Psicóloga com Aperfeiçoamento em Psicomotricidade Clínica e Educacional, Mestre em Educação, Formadora de Professores e Profissionais de Educação na Rede Particular e Pública de ensino, Professora de Danças Árabes e Bailarina.

3 de nov. de 2015

Educador: agente de transformação externa e interna, um eterno aprendiz!

                                                                                                    Foto: Iara Castro



O espaço escolar é eminentemente espaço de aprendizagem. Todos os atores aprendem o tempo todo: aprendem a ser, aprendem a fazer, aprendem a se adaptar e existir melhor em situações de equiparação de igualdade de oportunidades, aprende a conviver. Princípios inerentes a cidadania, muito mais amplos do que conceitos disciplinares.
A história da educação, entretanto, é permeada de muitas passagens diversas e controversas sobre o que é ensino e sobre o que é aprendizagem e, na maioria das vezes e das épocas centrando o primeiro sobre a responsabilidade do professor e o segundo sobre o processo almejado para o aluno.

Muitos teóricos foram resignificando esta separação entre estes dois campos, para citar só alguns: Paulo Freire, Vigotski e Bakhtin, cada um sob um prisma de pensamento, Freire com e educação libertadora e desopressora, Vigotski  por conceber a mediação como forma de aprender, mobilizando as zonas de desenvolvimento entre todos os sujeitos aprendentes, sendo o professor o principal mediador, mas não o único, e  Bakhtin quando propõe a relação como dialógica em que os saberes se transformam a partir de enunciados e enunciações. Todos estes téoricos convergem sobre o prisma de que o professor aprende e  de que o aluno não é um ser passivo que depende de informações e instruções que sejam unívocas.

Quando há ensino há também aprendizagem e vice-versa, já que para o sujeito aprender tem que refletir, se perguntar, confrontar hipóteses e se auto mediar. Entretanto, mesmo entendendo que ,em um espaço escolar, todos os sujeitos ensinam e aprendem, há que se ter um destaque para aquele que tem a função social de organizar e sistematizar o seu saber para mediar os saberes daqueles que ali estão com o objetivo claro e explícito de aprendizagem: o aluno.
Mas como propôr uma aprendizagem significativa e transformativa se este sujeito não exerce um posicionamento auto reflexivo de si como ser social que forma a si mesmo, é formado e se (trans)forma?

É necessário que a escola tenha, claramente,esta intencionalidade demarcada e praticada, em que a identidade profissional docente seja discutida, refletida, pensada. As práticas pedagógicas devem ser refletidas e valorizadas, pois para transformar o outro, é necessário antes, transformar a si mesmo,..

Miliane Tahira 

1 de out. de 2015

Carta despedida aos colegas do Pacto/Proam

Caros Colegas,

 

Sabia que este dia chegaria, pois acima de um desejo pessoal existe um imperativo do sistema que é linear e cuja lógica formativa ainda não me enquadro..

O princípio ético que norteia os meus passos, princípios e utopias não pode circunstanciar apenas a realidade externa, sem ser justo com o interno.

O coletivo não pode prevalecer ao individual...

Sim, desligo-me do serviço público nesta condição, para voltar mais forte...

Desligo-me, mas não me desengajo... pois minha alma e veias pulsam transformação social e escolhi múltiplos caminhos para promover este intuito, o que acredito que me faz ser uma profissional fácil de ser contratada, mas difícil de ser contemplada em editais de concurso (psicóloga, mestre em educação, psicomotricista, bailarina), então o que acontece é que pago um preço alto pela condição da provisoriedade ganhando muito abaixo do que a minha qualificação mereceria.

Dentro do micro sistema educacional em que atuarei no momento e já atuei por infinitas vezes, há uma compreensão e valorização do psicólogo educacional cujos serviços fortalecem toda a mazela dos processos educacionais. O psicólogo, junto com o(s) coordenador(es) pedagógicos e direção compõem a gestão educacional pensando e repensando o currículo, avaliando processos e fortalecendo a aprendizagem das crianças por meio de diagnósticos, planejamentos, formações, bem como atuam com o corpo docente e demais atores educacionais, família e comunidade...

O trabalho do psicólogo educacional é, antes de se tornar interventivo, preventivo.

Muitos dos processos que geram dificuldades de aprendizagem e sequelas entre profissionais, comunidade escolar e educacional e problemas de toda natureza seriam minimizados com a presença de um psicólogo ao lado de um coordenador pedagógico. 

Não existe aprendizagem sem comportamento (objeto de estudo da psicologia) assim como não existe comportamento sem aprendizagem (objeto de estudo da pedagogia).

Assim procurei fazer nestes 8 anos que trabalhei no IAT e SEC em prol de Programas Educacionais, fortalecendo os processos de aprendizagem, currículo oculto que embasa todo o processamento/internalização de saberes e que muitos não conseguem ver, mas promovem efetiva transformação.

Tanto no PROINFANTIL – Coordenando um programa federal pelo Estado – quanto no Pacto/Proam, muito me doei com meus conhecimentos transversais mas, sobretudo, aprendi com meus colegas de trabalho, chefia e colaboradores.

Levo cada um de vocês nas minhas memórias, compostas de afetos e saberes finitos e infinitos de múltiplas linguagens e infinitas vozes...

Hoje sou muito mais do que entrei e agradeço a cada um pelas passagens e não preciso me repetir.. cada um que foi chegando somou a esta teia discursiva/dialógica de aprendizagem, compondo...tecendo e se (re)fazendo...

Não vou me despedir, pois esta saída momentânea e necessária é apenas um espaço de fortalecimento do meu eu, mais engajado e circunscrito dentro das estruturas rígidas do sistema que não sou eu, mas que preciso me vestir delas para ser justa comigo e estar mais forte ainda para esta caminhada....

Estou nela... não quero sair de nenhum grupo.... sei que sairei do expresso, pois é institucional, mas mantenham- me no Whatsapp, se assim for possível.

Com muita gratidão a Nadja Amado, mulher e profissional com quem muito aprendi, coloco-me a disposição de colaborar, quando necessário, com o tema da minha pesquisa nas formações e em outros espaços que caibam o tema. É o meu dever público, já que o meu mestrado se deu e foi concluído dentro deste percurso/espaço/tempo.

Um grande abraço no coração e prossigam por nós!!!!

 

Miliane de Lemos Vieira – Tahira